E lá estava o sorriso burro e satisfeito de um homem feliz, ridículo, que se sente um sortudo e nem sabe por quê.
Velho Bukowski. (via supostos)
Então vai lá: domine seu mundo, assuste seus monstros, afaste seus medos, crie suas expectativas, derrube suas angústias, acabe com sua ansiedade, preserve sua humildade, afogue seu ego, afague sua simplicidade. Você é artista e não um figurante da sua arte. Domine-a. Eduque-a. Xingue-a. Maltrate-a. Ame-a. Respeite-a. Entende-a de a a z. Ela será sua por uma vida inteira e até um pouco mais. Então vai lá! Aconteça o que acontecer: faça! Faça o que fizer: aconteça! Faça acontecer ou morra com a amargura de ter vivido no poderia ter feito, no poderia ter acontecido… Quer dor maior?
Eu me chamo Antônio.   (via palavrasdeumser)
Em quase toda relação chega aquele momento em que um pergunta pro outro “Você ainda me ama como dizia amar?”, de antemão parece um questionamento simples, senão fosse pela dificuldade de se decidir entre o sim ou o não, fica no ‘não sei’, se perdi no ‘talvez’, acaba no ‘não tenho certeza’, pedem tempo, esfria, algo murcha dentro deles, então para qual montanha longínqua foge aquele ‘sempre’ que repetiam nas noites quentes de verão? Voltam a se ver, aquele abraço não é mais apertado, o beijo é na bochecha, ele não deixa mais seu olhar pousado no dela, o que houve? Jogaram uma bomba atômica no jardim florido que eles tanto plantaram juntos? Se esqueceram da dificuldade que foi a família dela gostar dele? Não se lembram da vez que ela foi a única a apoiar a decisão louca dele de ir atrás de um de seus sonhos com medo do que diriam? Uma coisa é certa: pode-se regar a rosa mesmo murcha, redobrando a quantidade de lagrimas que enchera o regador, será preciso sacrifícios, esforços, muito empenho e sentir a velha dor de ter deixado isso morrer aos poucos, cair na rotina, tornar o ‘te amo’ algo tão monótono e banal, vão se lamentar por ele errar tanto com ela e ela exigir tanto dele. Ele começa a se arrepender de não ter dado a devida importância aos silêncios dela, ela fica se perguntando se estava mesmo cuidando dele quando ele preferiu dizer ‘não era nada’ daquele estresse furioso. Podem voltar ao primeiro momento do amor, quando a paixão faz brilhar os olhos da alma que não vem ninguém mais perfeito no mundo a não ser o seu amor e nada mais lindo que os dois juntinhos num sofá vendo filme ás 10 da noite de uma segunda-feira. Eles têm que lembrar que ele dizia que não ira querer ninguém além dela e que ela prometeu que ele seria o pai dos filhos dela. Mesmo com a rosa murcha apenas com os espinhos vivos ainda machucando, vale a pena regar quando se é amor de verdade. Nada melhor que calma e paciência, pense e veja que nenhuma outra flor nova ou mesmo um jardim cheio de novos aromas será capaz de substituir o espaço que cada um leva do outro.
Ela já foi verão  (via diario-empoeirado)
Primavera se foi e com ela o meu amor

Desejo-me coragem. Coragem pra que eu consiga sair dessa, pra que eu saia dessa sem sequela alguma. Coragem pra continuar, pra levar pra frente. Nos últimos dias venho desconhecendo a tal felicidade, tudo o que eu julgava nunca acontecer, infelizmente aconteceu e da pior forma possível. Não se pode mudar o destino, nem tampouco editar o passado, mas adoraria que tudo isso acabasse e que voltasse tudo ao normal de sempre.

O amor é frágil, e nem sempre cuidamos dele muito bem. A gente se vira e faz o melhor que pode, e torcemos para que esta coisa frágil sobreviva, apesar de tudo.
A Última Música  (via involuntus)
Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.
Carlos Drummond de Andrade    (via um-menino-adulto)
theme